14/07/2011

44º Encontro de Conselheiros

Segue abaixo o CONVITE para participarem do 44º Encontro de Conselheiros, que, dessa vez, acontecerá na cidade de Itapira/SP.
Pedimos a gentileza de enviarem confirmação do recebimento deste email. Agradecemos, desde já, aqueles que fizerem suas inscrições antecipadas, o que facilitará a preparação de todo o evento.
Fonte: Comissão Organizadora dos Encontros de Conselheiros e ex-conselheiros


Conferência Municipal - I

Se desejar você poderá ter mais informações lendo o Documento Base sobre a conceituação e operacionalização para a realização da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,que terá como tema: “Mobilizando, implementando e monitorando a política e o plano decenal de direitos humanos de crianças e adolescentes nos estados, no distrito federal e nos municípios”.

Atividades a ser realizadas

Segue abaixo as pendências do mandato anterior para o que se inicia, para ler basta clicar na figura.


Aos Conselhos de Direitos

Conselhos dos Direitos: nos 21 anos do ECA desafios para a consolidação da democracia participativa
O ECA completa 21 anos dia 13 de julho e para a militância da infância e adolescência é uma data especial, mas que teve inicio antes de 1990 com toda a mobilização pela aprovação dos arts. 204 e 227 da Constituição Federal.
Desafios não faltam nestes 21 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente: reordenamento dos serviços de acolhimentos, aplicação e execução das Medidas Socioeducativas, violências contra infância e adolescência, tráfico de drogas, trabalho infantil...
Mas há dois que gostaria de tratar nesta matéria.
O primeiro seria a participação da sociedade civil na democracia brasileira definida nos arts. 204 e 227 da constituição federal
Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social, previstos no art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base nas seguintes diretrizes:
II participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocálos a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação alterada pela Emenda Constitucional nº 65, de 13/07/2010 DOU 14/07/2010)
§ 7º No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levarse á em consideração o disposto no art. 204
A criação dos Conselhos dos Direitos foi um marco na efetivação da democracia participativa brasileira. É a sociedade civil organizada e governo definindo juntos como se dará nas três esferas de poder as políticas para infância e adolescência. Expressão da participação social e política os Conselhos dos Direitos vem sofrendo, ao longo dos anos, com o descaso do executivo e com promoções de ações que dificultam ou impedem a efetiva participação popular. Podemos enumerar as diversas estratégias utilizadas pelo executivo para esvaziar estes espaços de deliberação e controle social: não designar de equipe técnica de suporte para o Conselho, faltar com material de apoio para atividades rotineiras, não destinar recursos para o Fundo da Infância e Adolescência, não publicar atas e resoluções, não viabilizar recursos financeiros que garantam a participação dos conselheiros nas reuniões e assembléias, dificultar o acesso dos conselheiros a documentos importantes como PPA, LDO, LOA.
Um atentando ao espírito de nossa lei maior, a Constituição Federal, que abre o texto de forma sublime estabelecendo no art. 1º, Parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Além do executivo nos deparamos agora com o legislativo buscando cercear as funções estabelecidas pela Constituição Federal para os Conselhos: há municípios em que as câmaras legislativas têm apresentado projetos de leis que acabam com o poder deliberativo dos
conselhos, outras impõe aos Conselhos a validação de suas resoluções somente após aprovação do legislativo. Uma verdadeira afronta à constituição federal.
O segundo ponto diz respeito aos Art. 88. e. 86. do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Art. 86 A política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente farseá através de um conjunto articulado de ações governamentais e nãogovernamentais, da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Art. 88 . São diretrizes da política de atendimento:
I municipalização do atendimento;
II criação de conselhos municipais, estaduais e nacional dos direitos da criança e do adolescente, órgãos deliberativos e controladores das ações em todos os níveis, assegurada a participação popular paritária por meio de organizações representativas, segundo leis federal, estaduais e municipais;
Quando o ECA estabelece como diretriz a descentralização e municipalização do atendimento define que ela será realizada em parceria entre governo e sociedade civil.
Mas o que vem ocorrendo hoje é a primazia da definição das políticas e da alocação dos recursos públicos pelo poder executivo. Além de ser o detentor dos recursos estabelecem de forma unilateral aonde estes recursos devem ser gastos, quando e como devem ser gastos. Descumprese o determinado no Estatuto da Criança e do Adolescente: municipalização e trabalho articulado governo e sociedade civil.
Na pratica não existe parceria, como detém os recursos é o governo quem dita às regras, e se as instituições da sociedade civil não concordam não conveniam, não são “parceiras”.
Deparamonos atualmente com o governo defendendo o sigilo nos gastos com as obras da Copa, ou seja, para os grandes empreendimentos garantese toda forma de recursos e com total sigilo, mas quando se trata de entidades ou instituições sociais o trato é de desconfiança, vide CPIs contra as organizações não governamentais.
A desmobilização da sociedade civil é uma constante desde início dos anos 90 quando os governos ditos democráticos chegaram ao poder. Trazendo para seus quadros militantes e assumindo o papel de mobilizar a sociedade civil o governo fragilizou os movimentos sociais. Será que se a proposição para aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente se desse nos dias de hoje a mobilização social que ocorreu nos anos 80 e 90 seria efetiva? Aprovaríamos o Estatuto nos dias de hoje?
Chegamos a um ponto em que quem lutou e garantiu a aprovação do art. 227 da Constituição Federal e do Estatuto da Criança do Adolescente tornouse hoje desmerecedor da confiança pública.
Mas e os Conselhos? Não são eles que definem as políticas? Não são paritários?
Diante da fragilização dos conselhos e da sociedade civil as decisões dos governos se tornam majoritárias, nas definições das políticas e na distribuição dos recursos públicos.
Diante destes desafios nestes 21 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente fica uma reflexão: como garantir a participação social e a efetivação da democracia participativa? Uma
pista importante: investir na participação de crianças e adolescentes, ação contemplada na realização das conferências dos direitos da criança e do adolescente, mas que precisa ser ampliada para outros espaços de definição de políticas públicas assim como os locais de convivência da criança e adolescente como a família e a escola.
Fonte: Miriam Maria José dos Santos, Vicepresidente do CONANDA, de 08/07/2011, em razão do 21º aniversário do ECA.

Sessão Solene - III

Realizou-se na noite de ontem a Sessão Solene de Posse do conselheiros para o biênio 2011/2013, veja as fotos.


    

   

Sessão Solene - II

Sessão Solene de Posse, realizada no dia 13 de julho de 2011, com início às 19h20, no Auditório da Casa dos Conselhos. O Evento contou com a presença dos Conselheiros do biênio 2008/2011, convidados e os Conselheiros que foram nomeados e empossados pelo Decreto nº 7.838/2011, para o biênio 2011/2013. Iniciou-se o evento com a composição da Mesa do Evento com a presença do Prefeito, Moysés Antonio Moysés, o Secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Marcio Ferreira, a Presidente do CMDCA, Maria Teresa Del Niño Jesus Espinós do Amaral. Passou-se a execução do Hino Nacional. Após fez o uso da palavra a Maria Tereza a chamou a conselheira Roberta para que fizesse a leitura do texto “Conselhos dos Direitos: nos 21 anos do ECA desafios para a consolidação da democracia participativa”, de Miriam Maria José dos Santos, Vice Presidente do CONANDA, depois as demais autoridades fizeram o uso da palavra, destacando a importância do papel do conselheiro e a relação de diálogo junto a Secretaria e ao Chefe do Poder Público. No momento seguinte ocorreu a entrega de Certificados aos conselheiros de deixam o mandato, pelas autoridades que compõe a mesa. Passou-se a assinatura do termo de posse, sendo chamado uma a um cada conselheiros, sendo entregue em comemoração aos 21 anos do ECA, um exemplar aos novos conselheiros pelas autoridades presentes a mesa. Foi desfeita a Mesa do Evento. Os Conselheiros presentes, em número de onze, reuniram-se para elaborar a Pauta e definir a data da primeira reunião do CMDCA para biênio 2011/2013, no inicio da conversa a Maria Teresa e a Maria Benedita mostraram aos presentes o livro ata do biênio 2008/2011, o qual está com todas as atas coladas, as pendências para o próximo mandato e com termo de encerramento, iniciados os debates sobre a data da reunião futura foi informado por alguns dos presentes que já havia sido marcado uma reunião para o dia 15/07, sexta, às 15h00, pela SDSH, neste momento foi procurado o Secretário Marcio para esclarecimento, mas o mesmo já havia se retirado, então foi esclarecido que tratava-se de uma proposta de data por parte da Secretaria, a qual não precisou ser concretiza em razão de presença de onze conselheiros na Sessão Solene de Posse, dos quais seis haviam aceitado a proposta inicial, mas ocorre que todos entenderam muito “curto” o prazo para poder se chamar uma reunião do Conselho, como não se chegou a um consenso elaborou-se a pauta da próxima reunião, que ficou assim definida: a) Apresentação dos novos Conselheiros, b) Eleição e posse da Mesa Diretora, c) Composição das Comissões Temáticas; d) Encaminhamentos sobre a 9ª Conferência Municipal e 2ª Conferência Lúdica, e) Encaminhamentos sobre a Eleição do Conselho Tutelar (suplentes), f) Assuntos gerais, após retomou-se os debates sobre o dia da primeira reunião dos novos conselheiros para o biênio 2011/2013, sendo ficou acertado o dia 27 de julho de 2011, às 16h00, no Auditório da Casa dos Conselhos, sendo que os conselheiros serão avisados por e-mail, devendo a convocação, que foi assinada por todos os presentes, ser publicada no Boletim Municipal, a Maria Teresa demonstrou preocupação com o prazo muito longo, pois o conselho está sem coordenação (Mesa Diretora), mas foi à decisão e a votação dos presente. Nada mais havendo deu-se por encerrada a Sessão Solene de Posse, da qual eu, ......... Ulisses do Porto Salvador, Mestre de Cerimônia e Secretário Executivo do CMDCA, elaborei o presente.

10/07/2011

Opinião e debate.

Os artigos publicados com assinatura ou imagens de reportagens de mídia escrita não traduzem a opinião do CMDCA Valinhos.
Se encontrar algo do qual discorde poderá manifestar-se através do comentário da postagem ou pelo e-mail cmdca@valinhos.sp.gov.br,  deste modo estará contribuindo para os debates dos temas tratados neste Blog.